História do Vidro

A história da descoberta do vidro é bem antiga, e os primeiros registros datam de 5000 a.C.; quando mercadores fenícios descobriram acidentalmente o novo material ao fazerem uma fogueira - na beira da praia - sobre a qual apoiaram blocos de nitrato de sódio ( que serviam para segurar suas panelas). O fogo, aliado à areia e a o nitrato de sódio, originou, pela primeira vez acredita-se, um líquido transparente, o vidro.

Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas "janelas". Em 300 d.C. o imperador Constantino passou a cobrar taxas e impostos aos vidreiros, tamanha a difusão e importância (lucratividade) do produto.

Entre 500 e 600 d.C., um novo método possibilitou a execução do vidro plano, por sopro de uma esfera e sua sucessiva ampliação por rotação em forno (até o século XIX, a maior parte da produção do vidro foi feita por este sistema).

Posteriormente, por volta de 1300, o vidro moldado à rolo foi introduzido em Veneza (técnica vinda do Oriente, através das Cruzadas). Assim a ilha de Murano notabilizou-se e especializou-se na produção artística do vidro, tendo aparecido nesta época o cristal.

  • /media/images/upload/sobreovidro/blocos/vidro_soprado.jpg Vidro de sopro
  • /media/images/upload/sobreovidro/blocos/forno.jpg Vidro Float
  • /media/images/upload/sobreovidro/blocos/Composicao_1.jpg Composição do vidro

Revolução Float

O processo de flutuação (o vidro float)

Em 1952, foi revelada uma invenção que mudou tudo. Fazendo flutuar vidro derretido em estanho também derretido, Pilkington conseguiu produzir vidro quase tão plano quanto suas placas prensadas e polidas, a uma espessura econômica e em grandes quantidades, através de um processo contínuo. Por volta de 1955, tinham uma unidade de produtos em grande escala na St. Helens, produzindo vidro de aproximadamente 2,5 m de largura.

Essa única invenção revolucionou e petrificou a indústria. A invenção de um processo que podia produzir folhas delgadas, sem irregularidades na superfície, e ainda, chapas mais grossas com melhor acabamento do que o produto desgastado e polido colocou a Pilkington Brothers numa posição de preeminência técnica e por meio de patentes e licenças puderam ditar termos para a indústria.

O vidro temperado

É considerado um vidro de segurança, pois quando fraturado se fragmenta em pequenos pedaços, com arestas menos cortantes que o vidro comum. Tem resistência mecânica cerca de quatro a cinco vezes superior à do vidro comum. Entretanto, depois de acabado, não permite novos processamentos de cortes, furos ou recortes. Até mesmo opacificações podem reduzir a resistência do material.

Os vidros temperados são amplamente utilizados em box e instalações com ferragens. As normas brasileiras para uso de vidro na construção civil indicam que o vidro comum só pode ser instalado a partir de 10cm acima da cota do piso. Para envidraçamento abaixo desta cota deve-se especificar vidros de segurança. Vitrines, portas ou divisórias que não possuam proteção adequada também devem utilizar vidros de segurança.

Durante o processo de fabricação, o vidro temperado é submetido a um tratamento térmico de têmpera, que torna este tipo de vidro mais resistente a choques mecânicos e térmicos, preservando suas características de transmissão luminosa e de composição química. No processo de têmpera, o vidro é submetido a aquecimento controlado que eleva sua temperatura a cerca de 650º C e, logo em seguida, passa por resfriamento brusco, resultando em um choque térmico responsável pelo aumento de sua resistência mecânica.

O processo de têmpera horizontal, onde os vidros são transportados em roletes, evitam marcas de pinças características da têmpera vertical em suas laterais. O sistema de têmpera horizontal também permite a produção de vidro temperado em grandes chapas e pequenas espessuras.